Entidades de turismo se unem para melhorar as reservas das empresas

Os efeitos da pandemia no turismo foram devastadores. Para garantir a sustentabilidade das empresas de viagens, as entidades de turismo se uniram em busca da recuperação do setor

Entidades de turismo se uniram, desde o início da pandemia da Covid-19, para tentar mitigar os efeitos negativos no setor. Para isso, agiram ativamente junto ao governo pedindo uma série de ações emergenciais com o fim de garantir a sustentabilidade das empresas de viagens.

Em primeiro lugar, conseguiram mudar a política de reembolso e remarcação durante a vigência do estado de calamidade pública. A Medida Provisória 948, que se tornou a Lei 14.046/2020, deu prazo de 12 meses, contados a partir do fim da calamidade pública, para que as empresas de turismo reembolsassem os clientes que cancelaram reservas. 

Agora, com o fim do estado de calamidade no dia 31 de dezembro de 2020, novamente as entidades de turismo se unem para melhorar as reservas das empresas. Isso porque a pandemia não acabou e a retomada do setor foi prejudicada pela segunda onda de casos.

No último dia 11 de janeiro, 21 instituições do setor solicitaram ao Ministério do Turismo a prorrogação da lei que garante aos consumidores a remarcação das reservas e desobriga as empresas de turismo do reembolso imediato em caso de cancelamento. 

No documento, pedem que haja a prorrogação da lei até 31 de dezembro de 2022. O objetivo é aliviar o fluxo de caixa das empresas que ainda vivem um cenário de fragilidade financeira devido à pandemia. 

As entidades acreditam que conseguirão a prorrogação, uma vez que o setor da aviação conseguiu prorrogar a medida provisória sobre as regras especiais de reembolso e cancelamentos das passagens aéreas.

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Como as entidades atuaram para preservar as empresas de turismo

As entidades do setor se uniram, desde que as medidas de restrição de circulação foram impostas, para tentar reduzir os efeitos da pandemia no turismo. 

As ações de socorro aos negócios turísticos incluíram a manutenção de empregos, com a flexibilização de salários e jornadas de trabalho; a nova política de remarcações e cancelamentos de reservas; e a disponibilização de crédito às empresas do setor.

Além de construir as medidas emergenciais adotadas para mitigar a crise no turismo, ajudaram o governo a construir o Plano de Retomada do Turismo.

Ele foi organizado em quatro eixos: preservação de empresas e empregos no setor de turismo; melhoria da estrutura e da qualificação de destinos; implantação dos protocolos de biossegurança; e promoção e incentivo às viagens.

Na prática, o Plano previu reforço na concessão de linhas de crédito para capitalizar empresas do setor e preservar empregos. Além da realização de obras de melhoria da infraestrutura dos destinos turísticos. 

Outra medida foi a oferta de qualificação dos trabalhadores e prestadores de serviços. Os cursos são voltados à adoção dos protocolos sanitários que garantam segurança para turistas e trabalhadores do segmento e à melhoria de atendimento, considerando as tendências do mercado.

Com o slogan “Viaje com responsabilidade e redescubra o Brasil”, o plano foi lançado em novembro de 2020 e tenta incentivar o turista a voltar a viajar dentro do país. Ou seja, para preservar as empresas de turismo no território nacional. 

Entenda os efeitos da pandemia no turismo

O turismo, sem dúvidas, foi um dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19. Em março, quando iniciaram as restrições de circulação, o setor registrou uma taxa de cancelamento de 85%. Nos meses seguintes, hotéis, resorts e pousadas tiveram que ficar fechados. Além disso, agências de viagens e outras empresas de serviços turísticos tiveram quedas drásticas nos negócios.

O ano de 2020 foi de muitos prejuízos e dificuldades para o setor, mesmo após a retomada de parte dos serviços. 

Em dezembro, por exemplo, as vendas do turismo ficaram abaixo dos 50% registrados no mesmo mês de 2019, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).  

O turismo é um dos setores que mais movimenta a economia brasileira. Em 2019, foi responsável por 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. 

Além disso, emprega cerca de 7 milhões de pessoas direta e indiretamente.

Perspectivas para o fim da crise no turismo

As empresas lutam contra os efeitos da pandemia no turismo e buscam caminhos para retomar as atividades. Mas, para isso, tem um longo caminho e muitos desafios pela frente. 

No entanto, o setor já vê sinais de recuperação. De acordo com a Braztoa, 69% das vendas das operadoras de turismo em dezembro foram para embarques no primeiro semestre de 2021. Do mesmo modo, já há reservas das empresas de turismo para o segundo semestre do ano.

Contudo, um dos grandes desafios dos negócios turísticos é reconquistar o novo viajante. As ações de marketing turístico precisam ser pensadas e direcionadas aos desejos e necessidades deste novo turista, mais cauteloso com as questões de segurança e saúde.

Por isso, é fundamental para as empresas de turismo estarem atualizadas com as novas tendências para oferecer os serviços de acordo com a expectativa dos viajantes.

Por exemplo, a nova tendência do turismo é a busca por experiências memoráveis, com roteiros exclusivos e atendimento mais intimista, de acordo com o estudo “O Futuro e o Presente das Viagens Pós-Pandemia”, realizado pelo portal de viagens Guia Viajar Melhor.

Ou seja, será preciso criar campanhas inspiradoras e exclusivas nesse sentido para atrair o novo viajante. É o que chamamos de conexão criativa, uma das tendências de marketing turístico para 2021. 

Portanto, sairá na frente quem souber aplicar melhor este tipo de campanha de marketing. Uma dica é contar com a ajuda de uma agência especializada, como a Travel Media PR.A Travel Media PR atua globalmente e mantém uma série de projetos e marcas próprias voltadas a fortalecer as estratégias de destinos, como também servir como apoio em campanhas de marketing turístico e mídia.

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